Pastor leva assassino a confessar morte de adolescente por nada

O responsável pelo assassinato de Carolina do Carmo Santos, 13 anos, chegou no fim da tarde de ontem à 26ª Delegacia de Polícia (Samambaia), depois de passar quatro dias preso em Pedro Leopoldo (MG), onde estava foragido. Leandro Soares de Melo, 24, se entregou na quinta-feira passada graças a um pastor evangélico da região, que o convenceu a confessar a autoria da morte da menina, cujo corpo foi encontrado dia 11 último em um matagal da Quadra 427 de Samambaia Norte. Desde o desaparecimento da menina, no dia 7 deste mês, a família mantinha suspeitas do homem, cujo relacionamento com Carolina foi descoberto somente após o sumiço da estudante.

A Polícia Civil do Distrito Federal preferiu ainda não se pronunciar sobre o caso, e o delegado responsável pela investigação, Mauro Aguiar, limitou-se a dizer que novas informações seriam divulgadas somente em uma coletiva de imprensa, na manhã de hoje. De acordo com a polícia de Pedro Leopoldo, após matar Carolina do Carmo, Leandro foi de carona para a região metropolitana de Belo Horizonte, e passou a viver nas ruas da cidade vizinha à capital mineira. No último dia 18, ele confessou o crime e a polícia da cidade constatou que havia um pedido de prisão em nome dele pelo assassinato de Carolina. Leandro permaneceu detido no Presídio de Pedro Leopoldo até que a polícia brasiliense concluísse os trâmites necessários para buscá-lo em Minas Gerais.

Segundo o delegado de polícia de Pedro Leopoldo, Sérgio Belizário, o assassino se apresentou à polícia por influência de um pastor ainda desconhecido, que o aconselhou a assumir o crime. “Ele confessou que tinha matado essa moça por nada, e que deixou o corpo dela no mato. Ele estava tranquilo, mas com peso na consciência”, conta o delegado de Pedro Leopoldo. Leandro ainda disse à polícia que há cerca de dois meses tinha um relacionamento com a estudante 11 anos mais nova, e que não usou de meios violentos para manter relações sexuais com ela no dia do crime. Segundo ele, a menina havia autorizado o ato. O ex-foragido somente não explicou porque estrangulou a pré-adolescente, abandonando o corpo num matagal de Samambaia. A polícia do DF ainda não divulgou o resultado do laudo do Instituto Médico Legal que informará se houve violência sexual.

Suspeitas confirmadas

A prisão de Leandro Soares, também conhecido em Samambaia como Tucano, confirma as suspeitas da família e dos amigos de Carolina. Desde o desaparecimento da estudante, parte da vizinhança passou a recolher informações de testemunhas sobre a última noite em que ela foi vista acompanhada do homem com quem mantinha um relacionamento em segredo. Aos amigos, a pré-adolescente dizia que havia começado a namorar, mas não dava sinais de que mantinha relações íntimas com ele. A mãe da menina, Vera Lúcia Maria dos Santos, 43 anos, descobriu o envolvimento da filha com Leandro por meio de um site de relacionamento, somente depois do desaparecimento da estudante. “Se eu fosse à delegacia, acho que quem mataria ele era eu. Estou com ódio da cara dele”, confessou Vera Lúcia, que preferiu não esperar pela chegada do assassino à delegacia de Samambaia.

Segundo a mãe, Carolina tinha comportamento dócil, era uma criança prestativa e bem-humorada, até passar a se envolver com meninas mais velhas da vizinhança. Essas amigas teriam apresentado a vítima a Leandro, e convencido a pré-adolescente a ir para uma festa às escondidas, onde ele a esperaria com segundas intenções. De acordo com vizinhos, a estudante foi vista pela última vez às 4h do último dia 7, antes de desaparecer.

A família de Carolina diz acreditar que Leandro não é o único responsável pela morte da menina. “Todas as mentiras dele serão descobertas. Ele não agiu sozinho, todo mundo sabe disso”, assegurou uma amiga da família, que não quis se identificar. “Veremos todos os culpados dessa história, nem que seja preciso rever os depoimentos das amigas dela, que sabem de coisas que nós não sabemos”, disse. Os vizinhos e amigos de Carolina planejam realizar uma carreata em 6 de dezembro, quando fará um mês desde a última vez que viram a menina com vida. A manifestação deve ocorrer na expansão de Samambaia, onde morava a estudante.

Fonte: PB Agora
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