Rob Bell: Conheça o polêmico e famoso pastor que prega que ninguém vai para o inferno, nem os não-cristãos

imageRob Bell irá contar para você seu estilo não ortodoxo. Ele implantou uma igreja pregando sobre o livro de Levítico. Seus ensinamentos são uma mistura de imagens, histórias pessoais e exegeses, além de algumas perspectivas que você provavelmente nunca ouviu na igreja. A mensagem, entretanto, é ortodoxa, bíblica e bem informada pela história. O pacote inteiro, Bell diz, é subversivo. Como Jesus.
Seja lá o que for, funciona. Atinge multidões totalizando 10 mil pessoas, a maioria nos finais de semana em Mars Hill Bible Church, igreja que Bell fundou há poucos anos atrás em Grandville, Michigan, nos EUA. Sua mensagem atinge vários públicos que vão desde estudantes, a Wheaton College, e até líderes da Igreja Emergente em conferências nacionais, onde Bell costuma ensinar usando uma grande cadeira, um xale judeu, ou uma cabra viva. “Animais, ou o que quer que seja.”, ele diz. “Sem regras para ser compreendido”. Nos últimos dias ele tem falado muito sobre rabinos.
Ed Dobson fala sobre Bell: “Rob é dirigido pela paixão de ensinar a Bíblia, marcado por entender o livro sagrado no seu contexto, aplicando a Palavra onde as pessoas vivem.” Foi com Dobson, na Calvary Church, em Grand Rapid, que Bell serviu como pastor associado por três anos antes da igreja dar apoio ao início da congregação pós-moderna de Bell. Hoje, Bell também lidera o Nooma (pense em pneuma – sopro, Espirito), um ministério que produz pequenos vídeos dramatizados e bem produzidos com as palavras de Bell, com o estilo da MTV, entre ruas, cidades, aeroportos e florestas (www.nooma.com).
Nossa conversa com ele vai de tópico a tópico (“Meus amigos me dizem que sou um caso clássico de ‘déficit de atenção’. Isso, lógico, já era óbvio”, ele diz). Mas em meio a pensamentos aparentemente fortuitos e perseguições de rabinos, Bell faz uma observação. Ele é intencional na exploração da pregação para alertar sua geração do real, histórico, presente e revolucionário Cristo.
CHRISTIANITY TODAY – Como você se interessou pelos ensinamentos rabínicos?
ROB BELL – Eu tenho um casal de amigos judeus que se tornaram cristãos. Eles sempre conversaram comigo sobre coisas na Bíblia:
- Você sabe sobre o que isso é?
- Não – responde Bell
- Seder
- O quê?
- Quatro promessas em Êxodo 6, de 4 taças. Quando Jesus diz : “Essa é a minha taça”, existem quatro delas. Ele está escolhendo a quarta. Você sabe por quê?
- Não – Eu não conhecia o contexto das escrituras, declara Bell.
Jesus é judeu. Eu pensei que ele era um cristão. Então eu comecei a ler. Jesus ensinou sobre ele mesmo com Moisés – a Torah – e os profetas. Isso me deixou louco. Eu pensei, “deve haver um mundo inteiro de coisas que eu estou perdendo”. E havia. Havia milhares e milhares de páginas de escritos antigos que cristãos estão esquecendo.
Batismo, o mikvah, toda a parte de Levítico, e outras coisas mais que são importantes.
Tudo o que Jesus disse – o Bom Samaritano é conectado com Levítico 15 – essas coisas são discussões sobre a Torah. Ele não está apenas retirando as coisas do céu ou do nada.
Quando Jesus se torna um tipo de figura esotérica espiritual e não uma pessoa real em um lugar real, num tempo real, as coisas realmente políticas e econômicas subversivas que ele diz se perdem em um esforço de proclamar o Filho de Deus, como nós fazemos. Mas ele é também um rabino judeu que viveu de um jeito judeu num tempo judeu, e nós temos muitas informações sobre como esse mundo foi, mas infelizmente não usamos.
Como os ensinamentos rabínicos se conectam com os jovens cristãos de hoje?
Eu estava numa universidade cristã ensinando no sistema rabínico, falando sobre o sistema educacional no primeiro século. Numa época mais próxima, as crianças memorizariam a Torah, mas poucas fazem isso para o outro nível.
Uma criança pode fazer o que eu faço? E Jesus dizia aos seus discípulos, você pode fazer isso. “Vocês não me escolheram, eu escolhi vocês.” Isso é uma linguagem rabínica. Grande parte da frustração de Jesus com os discípulos foi quando eles pensaram que não poderiam ser como Ele. Jesus tinha fé nos seus discípulos. Ele diz para eles, “Agora vão e façam mais discípulos. Eu estou fora daqui”. É como o rabino trabalha. O rabino só escolhe os discípulos em quem acredita.
O que você lê para ter esse conhecimento?
Agora estou lendo uma obra sobre César. Eu poderia estudar passagem por passagem onde os escritores da palavra de Deus usam a imagem de César. César chegou ao poder num processo de coroação de oito etapas. Marcos organizou a semana da paixão em oito etapas. Como César, Jesus foi coroado. Soldados se juntaram em torno dele como fariam com César. Eles colocaram uma coroa em sua cabeça. Eles se prostraram perante Jesus. O público romano e judeu de Marcos sabia exatamente como era a coroação de um rei. Marcos está dizendo que Jesus é rei. Isso não é impressionante?
Aqueles garotos eram tão brilhantes. Você começa a pensar que eles tiveram ajuda (risadas).
Seu ministério é muito contemporâneo, mas você realmente valoriza a história.
Apesar da tradição evangélica de se privilegiar quem está baseado na Bíblia, a comunidade cristã sabe muito pouco sobre o que aconteceu historicamente na Bíblia. E existem coisas tão grandes e incríveis. Mas alguns temem usar alguma coisa para explicar a Bíblia que não seja a Bíblia. Eu mesmo tenho dito que “nós não podemos apenas usar a história. História é falível”.
Um pregador recentemente disse para mim que você não pode usar a história, porque quanto mais você lê a história, mais afeta o modo como você interpreta a Bíblia. Sim, eu espero que sim.
N.T. Wright diz nesse modo: “A maioria das pessoas querem acordar de manhã com um general no pé da cama dizendo ‘vá e faça isso’. O problema é que frequentemente há alguém no pé da cama dizendo ‘Era uma vez’…”.
A ‘verdade eterna’ da Escritura emerge de um povo real em lugares reais e um Deus que tem toda autoridade trabalhando em tempo real. Então quanto mais eu sei sobre os lugares e tempos, mas eu entendo da autoridade de Deus.
Por exemplo…
Artemis: a deusa da fertilidade. Seu centro de adoração mundial era a cidade de Éfeso. Acreditava-se que se você estivesse grávida e trouxesse uma oferenda ao templo, ela protegeria você no nascimento da criança. Agora no meio do século primeiro, de duas mulheres, uma morria na hora do parto. Isso é um terror real. Então o que Paulo diz a Timóteo? “A propósito, as mulheres serão salvas na hora do parto”. Mas, e sobre Artemis? Paulo, de um brilhante e subversivo modo, diz que Artemis não salva as mulheres na hora do parto. Deus salva.
Agora como você entende esse verso sem conhecer um pouco da história?
Como você ensina as pessoas a aplicar a história em situações atuais?
No último inverno eu fiz uma série inteira de Efésios. Existem lugares onde Paulo faz referência a Artemis. Seu templo foi uma das Sete Maravilhas do Mundo. Milhões de pessoas vêm visitar seu templo e comprar estátuas, acreditando que Artemis é a fonte de riqueza econômica. E como Paulo começa Efésios? “Deus seja adorado por todas as bênçãos espirituais”.
“Espere, espere, espere. Não, Artemis. Nós adoramos Artemis por tudo.”
Em Efésios, a palavra de Paulo seria um ensinamento subversivo. Não surpreende ter causado um motim.
Mas Paulo não desmoraliza Artemis. Quando você conta bem a história, você não tem que desmoralizar. É claro. Na verdade, em Atos 19, o escrevente da cidade diz à quadrilha de rebeldes que “Paulo nunca blasfemou contra a deusa”. Umas das coisas que distinguem a revolução de Jesus é que ele nunca blasfemava contra os deuses das cidades, e toda a cidade ainda se tornava cristã.
Isso tem implicações inacreditáveis para o que os cristãos estão fazendo agora – pregadores ridicularizando Hollywood.
Quando você conta a história bem, você não precisa disso. É claro. Não que não haja um lugar e um tempo nos quais você deva chamar as coisas como elas são.
Você sempre levanta e diz: “Assim diz o Senhor”?
Eu penso que nós temos que recuperar a voz pregadora da poesia profética. Nós temos que recuperar aquele momento quando a pessoa falava, e era a Palavra de Deus, e todo mundo sabia. É uma coisa linda. Eu quero recuperar isso como uma forma de arte revolucionária que realmente tem poder para transformar comunidades e culturas.
Como você recuperaria a pregação?
Eu quero resgatar a pregação. Acredito que é uma forma de arte e eu quero resgatar isso dos cientistas e analistas. Eu quero ver os poetas, os profetas e os artistas segurando o microfone e dizendo coisas boas sobre Deus e a revolução. Eu penso que toda uma forma de arte tem sido perdida e precisa ser recapturada, uma grande ambição para a arte de pregar.
Existe um mistério para um homem e uma mulher em um quarto, quando o texto bíblico faz alguma coisa neles e então está retirando alguma coisa deles, seja lá o que for. É uma parábola, é silêncio, é uma série de imagens diferentes que não parecem ter nenhuma conexão, e de alguma maneira têm.
Os engenheiros tem dominado um pouco a pregação. O que os artistas poderiam fazer de diferente?
Muitos pregadores cristãos não são sérios sobre a história. Eu não quero descobrir todos os mistérios da vida. Mas na era moderna nós temos “Sete passos para oração”, “Quatro passos para finanças, etc.”. Tudo isso, eu assumo, tem o seu lugar.
Mas o que freqüentemente acontece é que Deus é diminuído no processo. E no esforço de simplificar as coisas, Deus também é simplificado. E devem existir espaços onde o mistério é simplesmente celebrado.
A verdadeira fé ortodoxa é profundamente misteriosa, e toda questão respondida leva a um novo jogo de perguntas. Muitos pregadores tentam responder tudo. E no fim do sermão, pessoas se retiram com mais questões. Mas se for verdadeiramente a proclamação da verdade fundamentada em Deus a coisa será diferente.
Os rabinos acreditam que a Palavra é como uma pedra preciosa: quanto mais você a gira, mais sua luz reflete. Eu ouvi um cara dizer uma vez, “Oh sim, eu tive um sermão sobre aquele verso. Um sermão que foi muito pregado.” O que? Você está louco? Você teve um sermão muito pregado? Só agora, já posso transformá-lo de tantas maneiras diferentes.
Eu fiz uma série de seis meses sobre João 3:16. Fiz um sermão sobre perguntas. Você precisa fazer perguntas. Algumas tradições cristãs pensam que um texto tem apenas um significado e se você aplicar o método certo, pode afastar o significado correto. Isso é o cúmulo da arrogância. Se esse é um mundo vivente, então gire a pedra.
“E Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho”
Por que Deus deu o seu Filho?
“Por que Ele amou o mundo”
Ok, por que Deus ama o mundo? Ele ama todo mundo? Todo mundo mesmo?
“Porque Deus é amor”
Essas respostas – nas quais acredito que você pode descansar – podem te fazer mergulhar ainda mais fundo.
Não é um problema com pregadores generalistas-sabe-tudo que, uma vez que o sermão aparentemente providenciou todas as respostas, a pessoa diz “Eu ainda tenho questões pendentes; entretanto a resposta é insuficiente”?
Sim, exatamente. Bem dito.
E então, como você tenta evitar isso?
Kierkegaard fala sobre fé no medo e no tremor como absolutamente necessários para se ter uma fé real. É fácil dizer, “Somente acredite. Você consegue verificar e experimentar todos os fatos”. Mas não funciona dessa maneira.
Duas semanas atrás eu patrocinei uma “Noite da Dúvida”. Eu disse, “Quero falar sobre todas as minhas dúvidas sobre Deus, Jesus, a Bíblia, salvação, fé. E se você tem alguma, traga-a. Escreva-a e passe para frente, nós a leremos e veremos o que acontece.” Nós tínhamos uma grande caixa cheia de perguntas escritas – você não acreditaria – e começamos a ir através das dúvidas, ler e discutir. Foi impressionante.
Muitos pastores votariam contra esse artifício.
Eu estou tentando fazer o que posso (risadas). Mas, muitos pastores, se tiverem uma Noite da Dúvida, estariam falando para o que as pessoas vivem na realidade dos dias úteis da semana e não na teoria do domingo. Realmente penso que pessoas que são cristãs há muito tempo freqüentemente têm as maiores dúvidas, porque elas têm vivido isso, ainda têm muitas coisas não resolvidas. E está tudo bem.
Isso é central para o que significa ser uma pessoa de fé. Uma questão implica que existem coisas que eu não sei. Então, trazer questões e dúvidas é uma forma de respeito a Deus.
O que leva sua vida a essa direção?
Eu cresci em um lar cristão e fui familiarizado com as bases da fé, e ainda assim minha espiritualidade sempre pareceu não se ajustar (o que é verdade para muitas, muitas pessoas). Eu estava em torno de boas pessoas cristãs que não falavam a minha língua. Eu tinha o maior respeito para escutar, mas o mundo onde eu vivia não tinha.
Depois da universidade eu sabia que possivelmente iria para o seminário. E estava ensinando esqui aquático e, por alguma razão estranha, me voluntariei para pregar num serviço de capelania. Me levantei para fazer minha pequena palestra, tirei minhas sandálias porque sabia que estava num solo sagrado. Foi como ter nascido de novo.
E Deus me disse: “Se você ensinar esse livro, eu vou tomar contar de tudo”. Através dos anos isso se tornou mais e mais claro, sim, Ele disse isso. Então, no ponto da minha rebelião, agitação, insatisfação, tudo se tornou canalizado para fazer o que Deus queria. Eu tinha algo para fazer. Eu tinha uma razão para estar lá.
Sua pregação mistura estilos e imagens. E as pessoas freqüentemente riem. Você pretende entreter as pessoas?
Na universidade meus amigos e eu começamos uma banda justamente quando a música estava começando a ser chamada de alternativa – pré-Nirvana. Nós estávamos escrevendo o nosso próprio material. As pessoas ouviriam, e se gostassem, comprariam a fita cassete. (Isso mesmo. Nós copiávamos cassetes nos nossos quartos). Meu pensamento é que se você vai ver uma banda e não gosta, vai embora. Você não fica em pé por uma banda que você não gosta.
Então meu entendimento em comunicação é que você engaja as pessoas onde elas estão. Se você não faz isso, elas vão embora.
Algumas vezes eu ouço as pessoas dizerem, “a igreja não está aqui para entreter”. Entreter significar segurar a atenção da pessoa, que é claramente o que os mestres das Escrituras viviam fazendo. Eles engajavam e capturaram a atenção.
Mas nós não estamos aqui para divertir. Divertir significa não pensar. E é errado impedir as pessoas de pensar ou distraí-las do pensamento. Eu não estou aqui para divertir. Mas é claro que eu quero engajar as pessoas. Eu tenho algo para dizer.
Então o que você diz é importante, mas tão importante é o modo como você diz.
Na aula a professora de história não pode ficar lendo, isso é insanamente chato. Ela põe um trailer de três minutos de O patriota, e todas as crianças estão totalmente engajadas. Então ela pára o clipe e a tela fica azul e todas as crianças da classe dizem “Uauuu”.
Existe uma arte, e as crianças são sugadas por ela. A história está acontecendo em algum lugar, mas o escritor sabe onde concentrar a tensão, onde decidir, onde não decidir. O roteirista sabe introduzir a marca entre os minutos 28 e 32, então deixa isso não resolvido para a próxima hora.
Até o mais exegético pregador pode ter uma arte: nós estamos indo para algum lugar, e a tensão pode ser resolvida – ou não.
Como o celular que você usou no sermão que nós ouvimos na última noite. Tocou por quanto tempo, dois minutos?
Eu quis que todo mundo experimentasse a grande inquietação do momento. Eu quis que saísse do nada. Se as pessoas estivessem como “Oh, ele está esperando… vai atender daqui três minutos”, então eu as teria perdido. Eu queria que elas falassem “Eu não entendo. Ele não vai atender ao telefone? Onde ele está indo?”.
Eu uso muitos suportes e materiais visuais. As pessoas dizem, “você usa suportes e materiais. Eu sou somente um pregador da Bíblia”. Bem, encontre para mim uma pessoa nas escrituras que não usou imagens. Jesus disse, “Olhe para os pássaros, olhe para as flores”.
Por que as imagens são criticadas na pregação de hoje?
A palavra da escritura é cheia de imagens. Jesus diz, “O Espírito é como o vento”. A mente oriental pensa muito em termos de figuras, a ocidental em palavras. A Oriental pensa, “Deus é uma rocha”. A mente ocidental faz uma declaração de fé – mais confortável com definições e precisão. São boas, mas se você ganha alguma coisa, também perde alguma coisa.
Hoje você tem uma cultura que pensa em imagens. Eu fui uma criança que gostava de televisão, parte de toda uma geração onde o pensamento é baseado em imagens.
Mas os acessórios nunca podem deixar de ter alguma coisa para dizer. É fácil se tornar o “Cara Acessório”, ou a “Mulher Vídeo Clipe”, mas não dizer nada. Só se deve começar algo com alguma coisa para dizer.
Nós vimos você pregar usando um xale judeu. O que você pretende com isso?
O xale se torna como uma dobradiça sob a qual todo o resto gira em torno. É um ponto de referência. Mais tarde, quando você estiver relembrando o ensinamento, o xale te ajuda a lembrar qual foi o ponto ou o assunto. Nós também aprendemos pelo toque, paladar, visão e audição. Se fico em pé atrás de um púlpito e leio, estarei fazendo um aprendizado auditivo e de recolhimento. Mas, se apelo para diferentes sentidos, consigo entrar por outros portões.
Entreguei um modelo de argila quando as pessoas entravam e disse a elas que fizessem alguma coisa. Se eu posso fazer com que você toque ou faça alguma coisa, veja ou ouça alguma coisa, é muito mais provável que você seja impactado.
No fim do sermão, você tirou o xale. Pessoas vieram, se ajoelharam e oraram. O uso de adereços é tático e memorável. Mas nesse caso também é muito espiritual.
Deus é o Deus de adereços. Todo o sistema de sacrifícios é de adereços. Isso é como Deus explica a expiação, o sacrifício que substitui, a reconciliação. É abstrato. Então, o que Deus diz? “Pegue uma cabra. Abra. Você vê o sangue? Esse é o seu sangue. Claro?” O pacto. “Ok, corte alguns animais ao meio. Ande para o centro. Diga para a pessoa, ‘Eu serei como esses animais se eu não mantiver minha parte no acordo’”.
Deus pega esses conceitos e os põe no barro, sangue, carne, ossos, madeira e aço. Eu diria que os adereços não são apenas formas de alcançar as crianças. É uma questão maior quando o material também pode ser espiritual.
Conte para nós sobre a mensagem do bode expiatório. Você tem realmente uma cabra?
Preguei um sermão uma vez em Willow Creek e a cabra fez suas “necessidades fisiológicas” no palco. Um grande momento na história daquela igreja.
O espiritual se tornou físico, não foi?
Acho que os ajudei a ir a um novo nível de ministério na região de Chicago. A mesma coisa aconteceu em Mars Hill – Acho que é algo frequente na minha pregação. (risadas)
Uma vez trouxe uma ovelha para as crianças no Natal. Falamos sobre a aparição dos anjos aos pastores. Acho que eles são como crianças servindo.
Migdal Eder foi o local do túmulo de Raquel, perto de Belém, mas também foi o lugar onde os pastores mantinham a ovelha para a Páscoa. Então aquelas crianças foram pastoras que mantiveram as milhares de ovelhas que deveriam ser trazidas para Jerusalém. Seu trabalho era inspecionar as ovelhas para garantir que elas estavam perfeitas e apropriadas para o sacrifício. Então Migdal Eder esteve perto da pequena vila onde Jesus nasceu. E os pastores, que estavam perto, vieram inspecionar o Cordeiro para ver se era uma pessoa real e então sair proclamando.
Então eu tinha um pastor e uma ovelha no palco, e trouxe todas as crianças. E queria que elas corressem pelo prédio, todas gritando, “Glória a Deus nas alturas”. E, naquele momento, a ovelha estava fazendo suas “necessidades” no palco. Então tentei dizer às crianças para irem, mas elas estavam surpresas com a ovelha. Foi um momento incrível.
Isso fez você ficar contra o uso de adereços vivos?
Não, às vezes os uso com as crianças. Elas ficam gritando, “Mãe, você não vai acreditar no que a ovelha fez. Foi incrível”. Não foi o que eu esperava, mas elas lembram disso.
Animais, ou qualquer coisa. Seja o que for, leve. Sem regras.
Fonte: www.folhagospel.net
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