Badaladas do sino e relógio de igreja viram polêmica em Nova Petrópolis

O som do sino e do relógio da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), no Centro de Nova Petrópolis, virou caso de Polícia. Por causa do registro de uma ocorrência policial, em dezembro de 2010, por um vizinho do templo, até o Ministério Público (MP) teve de intervir. Um abaixo-assinado para manter o toque do sino está nas mãos dos nove vereadores do município. Uma outra lista apoiando a queixa também estaria circulando. Depois do primeiro encontro no MP, no dia 5 deste mês, foi reduzido o número de toques no início da manhã e nos finais de semana. Uma nova reunião está programada para o dia 11 de maio.

Preservar a cultura ou prezar pelo silêncio?
O presidente da Câmara de Vereadores de Nova Petrópolis e presidente da comunidade católica, Jorge Darlei Wolf, não concorda com a reclamação feita pelo morador. “Isso faz parte da cultura de nosso povo. Essa tradição deve ser preservada e vamos lutar por isso. Além disso, os sinos tocam há cem anos aqui na cidade e ninguém reclamou.” Ele confirmou que ainda não recebeu nenhuma reclamação por causa do som do sino da Igreja Católica. A promotora de Justiça Tânia Maria Hendges Bitencourt defende o diálogo para solucionar o problema. “Temos de ter bom senso para entrar num acordo”, afirmou a promotora, que ainda não recebeu nenhum abaixo-assinado.
ENTENDA O CASO
Conforme a presidente da Comunidade Evangélica de Nova Petrópolis, Ijoni Michaelsen, o sino não está sendo tocado às 6h30, atendendo pedido da Promotoria Pública. Ele segue sendo badalado ao meio-dia e às 18 horas, entre segunda e sexta-feira
Também foram suspensos os badalos das 8 horas e 8h30, aos sábados. O sino segue sendo ouvido às 9 e 10 horas dos domingos, antes e depois do culto
O vizinho da igreja reclama que o relógio instalado logo abaixo do sino emite sons a cada 15 minutos, 24 horas por dia
A presidente ijoni Michaelsen alega que o relógio com quase 70 anos não pode ser reprogramado para silenciar
Ela observou, porém, que se depender da vontade da comunidade o relógio seguirá tocando a cada quarto de hora.
Fonte: Diário de Canoas
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