Caso Nathan: dor e indignação

Meu nome é Marinalva , sou técnica em enfermagem e moro na cidade de Santa Luzia.
Tinha dois filhos ,o primogênito chamava-se Nathan e o segundo Niedson.
Nathan, portador de  deficiência, sempre foi muito alegre e apaixonava todos que o conheciam. Há alguns dias adoeceu e foi levado as presas para o hospital local onde recebeu atendimentos medico  de urgência e logo transferido para o hospital regional de campina grande, recebeu atendimento de urgência com ajuda de uma amiga que trabalha no local.
Foi levado para uma enfermaria dai começou a nossa luta para ajuda-lo a sobreviver. Foi submetido a exames que desapareceram da sala de enfermagem e com ajuda de uma amiga foi encontrado na sala da coordenadora do hospital que nem se quer medica era. Tal acontecimento veio a adiar a cirurgia de obstrução intestinal (volvo) que só foi realizada as 16:20 do dia 17 de junho.
No entanto o pesadelo começou mesmo quando Nathan foi transferido pra o hospital de traumas de estrutura sofisticada também em campina grande.

No dia 23 as 23hs foi colocado o intracath para a alimentação parenteral, dai começou uns dos problemas, porque tinha  alguns profissionais  que não sabiam manusear a maquina deixando assim Nathan sem alimentação, por 24hs por falta de prescrição médica e por horas pra não incomodar o pessoal da farmácia, segunda a enfermeira de plantão, arriscando sua vida porque ele precisava dessa alimentação para sobreviver. Outro problema foi a falta de material e pessoal para fazer os curativos chegando a ficar mais de 24hs sem fazer curativos quando na verdade, no início eram necessários três a quatro por dia e já no final precisava de curativos, no mínimo de seis a oito por dia  devido a uma fistula aberta e sua pele estar  totalmente queimada e sangrando.
Nathan precisou ser levado a UTI devido seu caso ter se agravado após uma convulsão e cuidados mais intensivos. Foi recebido pelo medico de plantão do dia que nesse caso foi atencioso ,no dia seguinte na troca de plantão a senhora que entrou tratou logo de tira-lo alegando que lá ele corria mais riscos de morte do que na enfermaria (MENTIRA!).Tentamos coloca-lo de volta na UTI mas ela não o recebeu. A tarde ele teve uma piora e não havia sequer um médico para atende-lo porque o medico da urgência recusou-se em atende-lo, pedimos socorro a vários médicos e só as 19hs da noite é que apareceu um médico com um único proposito que era entuba-lo e entubou ERRADO. Retiram o tubo colocaram no oxigênio,voltaram a entubar novamente a tarde dai então o diretor do hospital após vários pedidos de pessoas amigas passou a acompanhar o caso de perto, quando já não existia possibilidades para ele sobreviver, foi ai que eu desabafei com ele, perguntando “o senhor sabe de quem é a culpa dele estar assim?o senhor sabe que ele tinha ser feito vários curativos por dia e não era feito? e a alimentação? ESPERO QUE NÃO FAÇAM COM O FILHO DE VOCÊS O QUE FIZERAM COM O MEU.E AI,O SENHOR VAI DEVOLVER,MEU FILHO?” eles devolveram morto! Na noite do dia 11 de julho de 2011.Quando se levar um filho para um hospital esperasse que ele seja atendido para que seu sofrimento seja aliviado.Ainda que o caso fosse grave, os maus tratos e a negligencia com que meu filho foi tratado abreviaram sua morte.

Fonte: Email enviado por Albaneide
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