Falso pastor e advogado programa casamentos e some, na Zona Norte

Há uma semana o falso advogado foi entrevistado por uma equipe de A Crítica, durante a Operação Catraca
Há uma semana o falso advogado foi entrevistado por uma equipe de A Crítica, durante a Operação Catraca (Luiz Vasconcelos)
O pastor José Alves da Igreja Assembléia de Deus Missões Evangélicas foi surpreendido na manhã desta quarta-feira (13), ao procurar o suposto pastor e advogado Arkami Ali Mohamed Yacub, e ser informado de que os mais de 30 casamentos programados por ele, até o mês de setembro não passavam de um golpe.
“Não descarto a possibilidade do Yacub ter dado golpe em boa parte das igrejas do bairro”, desabafa o pastor da Igreja Assembleia de Deus Nova Vida, Raimundo Alves da Silva, 46, também vítima de Arkami.

Nos últimos quatro meses o falso pastor e advogado estava morando em uma quitinete de propriedade de Raimundo, onde várias pessoas iam em busca de auxílio judicial.Na manhã de hoje ao ir ao local se informar sobre os trâmites legais para a união de seis casais de sua igreja José foi informado que Yacub além de ter aplicado vários golpes contra membros da igreja – entre eles o de casamento falso e de aposentadorias -, também estava foragido há uma semana.“Segundo o pastor José Alves os casamentos foram programados para o dia 24 de setembro. Mas outras congregações também foram alvo dele. Pelos relatos do pastor acredito que ao menos 30 casamentos estavam programados para os próximos meses”, ressalta Raimundo.Segundo ele, de cada casal Yacub teria cobrado a quantia de R$ 80, referente ao pagamento dos trâmites legais.A única exceção foi Joel Ferreira Pimentel, 37, que teria pago a quantia de R$ 250 a Yacub referente a agilização de um divórcio e dos trâmites de uma nova união.Consultoria
Casamentos, solicitações de aposentadoria pelo INSS e até mesmo alvarás de solturas eram alguns dos serviços que vinham sendo prestados aos moradores do bairro Alfredo Nascimento, Zona Norte de Manaus, onde Yacub aplicou boa parte de seus golpes.Dependendo do caso, os serviços de Yacub variavam de R$ 80 a R$ 500.O falso advogado utilizava o registro de número 6742, como se fosse referente ao sua inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil, secção Amazonas (OAB/AM).
“Fomos a OAB e descobrimos que era um registro falso”, informa Raimundo.
Na última sexta-feira (8), Arkami chegou a ser entrevistado por uma equipe de reportagem do jornal A Crítica, na Zona Leste, durante uma matéria sobre a Operação Catraca, da Polícia Militar, nos veículos que atuam no sistema de transporte coletivo – entre eles Executivos e Alternativos.
Na ocasião, Yacub chegou a ligar para o pastor Raimundo Alves e dizer que havia sido convidado para assumir um cargo de confiança na Secretaria de Estado de Segurança Pública
“Ele disse que ia aparecer naquele dia em todos os jornais por que havia sido indicado para um alto cargo na Secretaria de Segurança”, relata o pastor, que ao ouvir a história imaginou que na verdade Yacub havia sido preso, por que os golpes aplicados por ele haviam sido descobertos pela polícia.
Fonte: A Critica
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