Polícia captura falso pastor que havia desaparecido com 14 índios da etnia paumari


Paumaria na aldeia
Índios paumari num mutirão de limpeza na aldeia Crispim
Um homem que se apresentou como pastor e estava desaparecido há mais de uma semana com 14 índios da etnia paumari que vivem na aldeia Crispim, no Rio Purus, foi preso na noite de sexta-feira (20) no município de Canutama (AM) durante uma operação que envolveu a Polícia Civil e funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) no Amazonas.
Antônio Alenquer Pereira Pontes, de 45 anos, que tem passagem pela polícia como estelionatário, estava sumido desde o dia 12 de janeiro, acompanhado de cinco adultos, sete adolescentes de 12 a 16 anos, um menino pequeno e um bebê de colo.

Policiais civis e funcionários da Funai de Lábrea, Canutama e Humaitá, que participaram da operação, disseram que os indígenas aparentemente estão bem.
O falso pastor estelionatário será transferido de Canutama para Lábrea, onde será interrogado e possivelmente indiciado por aliciamento de menores. Os paumari também serão interrogados em Lábrea.
A Funai de Lábrea comandou a operação com policiais das três cidades. Enquanto em Lábrea continuavam investigando sobre os antecedentes de Antônio Alenquer Pereira Pontes, a policia de Canutama iniciava as buscas no Rio Mucuim, afluente da margem direita do Rio Purus.
Segundo relato do coordenador regional da Funai de Lábrea, Armando Soares, no trajeto a polícia encontrou os paumari. Os indígenas estavam todos juntos, se dirigindo para Canutama.
Indagados sobre o falso pastor, os indígenas informaram que o mesmo havia pedido para parar em uma comunidade ribieirinha chamada Belo Monte, na beira do Rio Purus.
Os funcionários da Funai e os policiais pediram que os paumari prosseguissem no caminho, mas permanecessem em Canutama, e seguiu na direção de Belo Monte, onde prendeu o falso pastor.
Ainda na noite de sexta, o falso pastor foi transferido para a delegacia de Canutama, onde aguarda transferência para Lábrea.
Oiara Bonilla é antropóloga, pesquisadora do Museu Nacional (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e trabalha junto aos Paumari desde 2000.
Fotos: Oiara Bonilla
Fonte: Blog da Amazonia
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