Dez quilos mais magra, Mara supera morte da mãe e separação: "Voltei a ser Maravilha"

Em entrevista a QUEM, cantora e apresentadora infantil de sucesso nos anos 80 fala sobre as dificuldades que viveu, revela que já foi viciada em moderadores de apetite e afirma: "Mulher tem que ser submissa ao homem"

Mara Maravilha está em paz novamente. Em janeiro de 2013, a cantora gospel, que fez sucesso nos anos 80 como apresentadora infantil, viu chegar ao fim seu casamento de 4 anos com Alessander Vigna, em meio a boatos de traição. Semanas após o rompimento, Mara perdeu a mãe, Marileide, vítima de uma complicação cardíaca.

Quase quatro meses depois, a cantora afirma ter superado o momento difícil e se prepara para lançar o CD que leva o sugestivo nome de Vai Tudo Bem. Para marcar a nova fase, Mara perdeu 10 quilos com reeducação alimentar e atividade física.

QUEM acompanhou a cantora durante uma tarde de exercícios no parque do Ibirapuera, em São Paulo. Lá, Mara falou sobre o fim de seu casamento, disse sofrer preconceito por ser heterossexual, revelou que já foi viciada em moderadores de apetite e, mesmo após as decepções, afirma: "Mulher tem que ser submissa ao homem". Veja abaixo a entrevista:

QUEM: Quando tomou a decisão de emagrecer?
Mara Maravilha: Há cerca de um mês. Antes, era muito magrinha, pesava menos de 50 kg. Estou com 45 anos e de uns dez anos para cá, relaxei com o corpo. Fazia muita atividade, dançava, mas fui parando. Passei a comer mais, sou muito ansiosa, descontava na comida. Fiquei desleixada. Eu corria, via tudo em volta, mas não cuidava de mim. E as pessoas querem ver a Mara uma maravilha. Já eliminei 10 quilos após uma temporada no spa, estava muito inchada. Ainda faltam 4 quilos.

QUEM: Que cuidados tem tomado com a alimentação?
M.M.: Só como comida com sal light, para evitar o inchaço. Também não fico muito tempo sem comer. Antes, não comia o dia todo por causa da correria e no fim do dia, comia até encher. Agora, estou comprometida com esses cuidados comigo. Doce não é meu forte, mas a massa... Quando diziam que eu estava gordinha, eu não me importava. Hoje, eu ligo, sim. E muitas pessoas para as quais ainda não caiu essa ficha estão se espelhando em mim. Não é por ser artista, pela beleza, é para o meu bem estar mesmo. Mudei também essa história de repetir o prato: agora é uma vez só. Tomo café de rainha, almoço de princesa e jantar de plebeia. Quando como pizza, como mais o recheio do que a massa. Passei a ver quantas calorias tem cada produto. No spa, fiquei por 20 dias em uma dieta de 300 calorias, hoje já posso 1.200.

QUEM: Tem emagrecido de maneira natural, sem tomar remédios?
M.M.: Sim! Não é todo mundo que sabe, mas eu já fui viciada em moderador de apetite, anfepramona, tomava mesmo, demorei a largar. Era magra porque tomava, porque tinha uma pressão para estar bem e por mim mesma. Hoje estou emagrecendo sem nada disso.

QUEM: E com relação aos exercícios físicos?
M.M: Acordo cedo e vou me exercitar, faço minha hidroginástica, vou voltar a fazer minha aula de dança, no mínimo três vezes por semana me exercito. Não tem como fugir da atividade física. Caminho uma hora e meia, normalmente ao ar livre, não gosto muito de esteira.

QUEM: Essa ansiedade que você sentia e esse desleixo consigo mesma tem a ver com a sua separação e a morte da sua mãe?
M.M.: Minha separação foi uma coisa muito difícil, muito dolorosa mesmo, como costumam ser as separações. Mas é isso, estou indo em frente. Mas não fiquei desiludida com o amor não, que fique bem claro. Quero me casar de novo. Estou sossegada, mas as poucos, estou de volta ao jogo. Também quero muito ter filho, mas se não acontecer, sei que Deus preparou o melhor para mim. Perder minha mãe também foi um golpe duríssimo. Era minha amiga, lutou muito por mim.

QUEM: Com todas estas perdas, tem medo da solidão?
M.M.: Não tenho medo da solidão. E olha que eu sou uma pessoa bem só, eu não tenho filhos, minha família está toda no Nordeste. Já sofri muito de solidão, mas desde que eu me converti, há 18 anos, a solidão tem sido nocauteada.

QUEM: E como lida com as escolhas que fez no seu passado, antes da conversão?
M.M.: Eu não olho para o meu passado, mas não renego. Eu amo ser lembrada como Mara Maravilha. Sou muito grata a Deus por ter tido esse privilégio de ter vindo ao mundo para ser o que eu sou. Eu sou o que sou, e tenho o que tenho, pela graça de Deus.

QUEM: Essas escolhas te trouxeram perdas financeiras?
M.M.: Posso garantir que tenho mais do que preciso para viver. Hoje, se eu morrer, vão ficar coisas para outras pessoas desfrutarem. Sou uma pessoa que sofreu muito, sofro ainda, tenho muitos problemas, mas botando na balança, tenho só ganhado, em todos os sentidos. Vim de família pobre, então sei como é. Eu dou a volta por cima. Eu sempre dou a volta por cima.

QUEM: Acha a fama traiçoeira?
M.M.: A fama não é ruim. Ruim é a soberba. Tem muita gente que não é famosa e é soberba. Se tem uma característica que eu tenho muito forte em mim é a humildade. Então a fama não pode ser pesada para mim, mas também não me faz falta. Eu continuo tendo contato com o público nas igrejas, nas ruas, ainda tenho as pessoas que gostam de mim, pedem autógrafo, fotos.

QUEM: Acha que ser famosa atrapalhou o seu casamento?
M.M.: Eu nunca casei com marido rico, só por amor. Então, automaticamente, tinha que sobreviver. Logo, nunca abri mão das minhas viagens, da minha carreira, e, na verdade, eu fui casada a primeira vez por mais de 15 anos, e nesses 15 anos eu mais estava fora, trabalhando, do que numa vida tradicional em casa. Quem é artista não tem fim de semana. Nunca consegui viver uma vida padrão, estar em casa nos fins de semana. Mas é a minha vida, a minha escolha. Eu não me arrependo, não acho que perdi. Dei respeito e amor aos meus maridos.

QUEM: Quando ainda era casada, você disse em uma entrevista que a mulher tem que ser submissa ao homem, ainda pensa assim?
M.M.: Eu acredito no que a Bíblia fala. Tudo que ela diz, eu concordo. E se eu pudesse, eu viveria exatamente como a Bíblia dita. Confesso que nem sempre consigo. Mas continuo achando sim, que a mulher tem que ser submissa ao homem. Mas submissão não é escravidão. Submissão não é fardo, é escolha. A mulher nasceu para o homem, e o homem nasceu para mulher. Você veja: o tema do momento agora é a questão do homossexual, e se você me permite, eu queria falar: eu nasci para ser heterossexual. Tenho orgulho de ser hétero. Não é fácil conviver com outra pessoa, se fosse eu não estaria aí tentando acertar. Mas eu continuo escolhendo encontrar um parceiro, não uma parceira.

QUEM: Tem preconceito com quem tem essa orientação?
M.M.: Não. Deus não faz acepção de pessoas, então eu também não faço. Respeito a todos, mas tenho muito orgulho de ser hétero. Eu respeito, não chego a ter que tolerar, é a escolha de cada um. Mas a impressão que eu tenho é que ter essa orientação está virando um preconceito ao contrário. Eu sinto preconceito quando digo que sou hétero. Parece que por isso você não respeita os homossexuais, e não é isso.

QUEM: Acha que errou no seu casamento, gostaria de fazer algo diferente?
M.M: Não, eu sei das minhas qualidades. Talvez na próxima relação eu procure me amar mais. Mas eu prezo a fidelidade. Eu sempre fui fiel nos meus relacionamentos. Estar comigo tem seus dissabores, mas tem também as qualidades. Eu sou uma pessoa de muito caráter, de fidelidade, de conduta.

QUEM: E essa fidelidade e caráter não foram retribuídos?
M.M.: Olha... O que posso te dizer é que a gente sempre dá o que quer receber. Eu sei o que eu dei no meu casamento: eu dei o meu melhor. Passei por muita decepção, muita perda, mas hoje eu estou bem. Hoje, a Mara voltou a estar maravilha. Estou como há muito não estava.

Fonte: Revista Quem
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