Pastor afirma ser contra casamento homoafetivo e faz cruzada em prol de Feliciano

Em defesa ao deputado federal Marco Feliciano, o também pastor Soares disse que o “amigo há mais de 15 anos” foi, todas as vezes, mal interpretado. “Ele não é racista, ele já veio em salvador 27 vezes e Salvador é o lugar fora da África com mais pessoas de cor negra. Eu sou negro, se ele fosse racista não seria meu amigo. Ele pode ter sido infeliz no que disse”, avaliou, ao declarar que "respeito é tudo": “Tenho dois primos gays e pessoas da minha família que seguem religiões de matriz africana, no entanto amo elas e as respeito”. 

O líder religioso insinuou ainda que os evangélicos sofrem perseguição, “porque é só um evangélico se posicionar sobre o assunto que a opinião pública cai em cima. O papa Francisco declarou ser contra o casamento homoafetivo e ninguém falou nada dele”. No início dessa semana, o pastor que congrega na Igreja Batista Avivamento Profético, promoveu uma caminhada na Avenida Beira Mar, no bairro da Ribeira. Evento no qual ele disse ter contado com a presença de 100 pessoas e ser uma caminhada que “promoveu a paz”.

O pastor e ex-candidato à Câmara de Salvador, Charlston Soares, em entrevista ao Bahia Notícias, saiu em defesa do companheiro, pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC), da causa cristã e da família composta pelo casamento heterossexual. Soares, que organiza uma cruzada de fiéis e defensores de Feliciano para Brasília no dia 5 de junho, para a Marcha pela Paz e Liberdade Religiosa, disse que falta amor no mundo. “Se o mundo tivesse mais amor, o amor de Jesus, nada disso estaria acontecendo, nem do lado de cá e nem do lado de lá”, disse, em referência clara aos militantes da causa gay. No entanto, quando questionado sobre o motivo que o leva a ser contra a união homoafetiva, o pastor disse não concordar porque o casamento de pessoas do mesmo sexo é "condenado" na Bíblia. “Sou contra pelos motivos da palavra de Deus. 

O que fica parecendo é que nós evangélicos odiamos os homossexuais. Não é nada pessoal, se a Bíblia aprovasse, eu aprovaria também. O que me preocupa é como o movimento LGBT se posiciona, mas nós respeitamos os gays”, afirmou. Mesmo após declarar-se seguidor ferrenho dos ensinamentos bíblicos, ele não se considera uma pessoa extremista ou até mesmo fanática, e declarou ainda que “infelizmente ou felizmente vai ter que se adaptar” às mudanças da sociedade contemporânea. “Não sou radical, não sou fanático, mulher na minha congregação veste calça e pode se maquiar”, exemplificou.

Fonte: Bahia Notícia
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