Magno Malta critica MP por associar traficantes a evangélicos

O senador Magno Malta (PR-ES) criticou o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) durante discurso por denúncia queassocia traficantes com igrejas evangélicas e ameaçou acionar o promotor responsável no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).

O senador criticou a imprensa por ter associado os traficantes de morros do Rio de Janeiro as igrejas evangélicas da região. De acordo com a imprensa os traficantes teriam se convertido e estariam proibindo a prática de religiões de matriz africana.

“Uma matéria esdrúxula dizendo que os traficantes evangélicos estão obrigando a fechar centros de macumba, centros de umbanda. Quero saber que dia que evangélico largou a igreja, jogou a Bíblia dele em cima do banco, pegou uma escopeta, entrou num centro de macumba e mandou todo mundo sair, parar com o ritual que estavam fazendo”, criticou.

De acordo com as denúncias traficantes que se declaram evangélicos estão invadindo templos afro, ameaçando fiéis e proibindo moradores dos bairros Vaz Logo e Vicente de Carvalho de usarem roupa branca.

Magno também criticou o promotor que estaria ameaçando convocar as igrejas evangélicas para fazerem um Termo de Ajustamento de Conduta entre líderes de religiões de matriz africana e líderes de igrejas evangélicas.

“Esse promotor diz que vai chamar a Igreja Evangélica, onde é que chegamos? Vai chamar a Igreja Evangélica para fazer um ajuste de conduta. Olhe só! Um ajuste de conduta? Como se a igreja estivesse debaixo dos pés do Ministério Público. Igreja não é clube de futebol. Se o senhor não conhece a lei, doutor, pegue o Código Civil e veja que o senhor está extrapolando as suas funções ao chamar igreja para fazer ajuste de conduta”, afirmou Magno Malta.

Para o senador as ameaças do Ministério Público do Rio de Janeiro são uma “brincadeira de mau gosto” e uma “palhaçada”. Malta também disse que qualquer cidadão pode denunciar um promotor, caso se sinta ameaçado, ao CNMP.

Indignação evangélica

O pastor Abner Ferreira, líder da maior denominação evangélica do Rio de Janeiro, a Assembleia de Deus em Madureira, criticou o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) e a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa (CCIR) pelas denúncias e classificou como “vil preconceito religioso” a afirmação de que os traficantes seriam evangélicos.

Fonte: Gospel Prime
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