Marina apresenta Eduardo Campos a evangélicos, mas eles preferem o pastor

Marina Silva em sua nova função: apresentar Campos aos jovens e aos evangélicos (Foto: Divulgação)

1. O batismo de Campos

O candidato a presidente pelo PSB, Eduardo Campos, aproveitou a segunda-feira (4) para fazer campanha com os dois grupos do eleitorado que espera conseguir crescer nas pesquisas. Um dos grupos é o de jovens, para quem Campos apresentou uma Carta das Juventudes e defendeu o Passe Livre para estudantes no transporte público. O outro grupo é um pouco mais complicado: católico, Campos passou pelo seu "batismo" de campanha com o eleitorado evangélico. O candidato foi apresentado a mais de 20 mil pastores da Assembleia de Deus. Quem o apresentou foi sua vice, Marina Silva, evangélica e também da Assembleia. Segundo a Folha, a candidatura de Campos e Marina é bem vista pelos pastores, mas eles chegaram atrasados. Informação de bastidores mostra que a Assembleia está inclinada a apoiar a candidatura de Pastor Everaldo, do PSC.

2. Campos quer fazer os ricos pagar mais

Eduardo Campos se aproximou de uma das principais bandeiras do eleitorado de esquerda do PT: defender impostos para os ricos. Em evento com auditores fiscais no Rio de Janeiro nesta terça (5), o candidato do PSB disse que logo na primeira semana de mandato enviará ao Congresso uma proposta de reforma tributária que mude as porcentagens de impostos pagas por ricos e pobres. "É inconcebível que os mais pobres paguem tudo que se pagam de tributos", disse, segundo o G1. Campos propõe aumentar os impostos sobre os ricos, mas nem pensa em criar novos impostos. Segundo ele, a reforma não aumentará a carga tributária do país. "Me comprometo a não aumentar", disse.

3. Agora Dilma tem Instagram

Demorou, mas a presidente e candidata pelo PT, Dilma Rousseff, finalmente abriu uma conta na rede social Instagram. O perfil foi oficialmente lançado nesta segunda, com fotos da campanha, como a visita a unidades de saúde em Guarulhos, São Paulo. Ao menos no Instagram, Dilma ficou para trás. Segundo o iG, ela ganhou mais de 780 seguidores em um dia. Enquanto isso, Aécio Neves tem mais de 40 mil seguidores na rede, e Campos tem 16 mil. A estratégia digital de Dilma não vive só de curtis. Ela também lançou um site para receber doações de campanha, como conta o Estado de Minas.

4. Dilma atrasa 3h em visita a Belo Monte

Dilma visitou nesta terça-feira os canteiros de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, a mais polêmica obra de infraestrutura de seu governo. Foi a primeira vez que a presidente esteve no canteiro, que fica no rio Xingu, no Pará. Segundo a Folha, Dilma gravou um vídeo de campanha, cumprimentou 30 funcionários da obra e, para jornalistas, defendeu as "contrapartidas ecológicas" da usina. Ela também disse que a obra ficará pronta em 2015 e que cobrará a construtora para acelerar os trabalhos. Mas não deu bom exemplo. A presidente atrasou e deixou os funcionários esperando por quase 3 horas. Dilma viajou até o canteiro de obras usando um avião da FAB, e o PT informou que vai ressarcir so cofres públicos pelo uso da aeronave.


Bandejão - Dilma atrasou, mas almoçou ao lado dos operários de Belo Monte (Foto: Divulgação)

5. Aécio gostou da ideia de "agenda mista"...

O candidato pelo PSDB à Presidência, Aécio Neves, ainda não decidiu se deixará de atuar como senador durante a campanha. Segundo o Estadão, Aécio discutirá dois caminhos com o PSDB. O primeiro é pedir licença do Senado e focar apenas na campanha. A segunda possibilidade é continuar como senador, mas deixar de receber salários. A dúvida sobre a licença acontece em meio à "agenda mista" de Dilma Rousseff, que está fazendo compromissos oficiais e de campanha ao mesmo tempo. A decisão do candidato sai até quinta-feira (7).

6. Alckmin quer diminuir a maioridade penal

O candidato ao governo de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) pediu nesta terça que o presidente da Câmara acelere o processo em um projeto que reduziria a maioridade penal para menores que cometessem crimes hediondos, segundo O Globo. O presidenciável Aécio Neves também já se manifestou a favor do projeto, criado por seu vice, o senador Aloysio Nunes (PSDB), como mostrou O Filtro. O movimento pode ser visto como um contra-argumento aos adversários, que prometem tratar do aumento da criminalidade para confrontar o atual governador durante a campanha, como mostra o Estadão.

7. Garotinho poderá concorrer

Mesmo sendo líder nas pesquisas (em um empate técnico "confuso"), a candidatura de Anthony Garotinho (PR) foi aceita somente nesta terça pela Justiça Eleitoral. Em julho, o candidato foi acusado de abuso de poder econômico pela Procuradoria Regional do Rio de Janeiro. Ele promoveu, na avaliação da Procuradoria Regional Eleitoral, um “showmício” e fez campanha antecipada pelo celular, como mostrou O Filtro. Como a ação ainda não foi julgada, ele ainda não pode ser impedido de concorrer ao cargo de governador, segundo O Globo, mas, no processo, já é solicitada sua cassação, caso seja eleito.

8. Obama, o convidado inconveniente das eleições brasileiras

Claudio Henrique (PT) sonhava em ser o primeiro prefeito negro de Belford Roxo, no Rio de Janeiro. Com o slogan “é possível mudar a história”, copiou os passos do americano Barack Obama com propostas de renovação, mas recebeu somente 30 mil votos e não foi eleito. Com as voltas que a vida dá, virou tema de documentário na televisão internacional e participou da posse do atual presidente americano, segundo o portal iG.

Mas Claudio acredita que sim, ele pode, e saiu candidato a deputado federal com o nome de Claudio Henrique Barack Obama. Sua candidatura foi um dos 1.878 pedidos julgados nesta terça pelo TRE-RJ. Os juízes não gostaram muito da alcunha, já que pode gerar confusão nos eleitores. Porém, o desembargador Bernardo Garcez encerrou a discussão dizendo, segundo O Globo, que “eleição é festa popular, e a festa tem certos convidados inconvenientes”.


Sim, ele pode, segundo o TRE (Foto: Reprodução/Facebook)

9. Prefeitos vira-casacas

Em Minas Gerais, o terceiro maior colégio eleitoral do país, a campanha não está sendo pautada pela fidelidade partidária. O candidato ao governo do PT, Fernando Pimentel, já foi acusado de não fazer tanta oposição ao presidenciável Aécio Neves (PSDB). Em contrapartida, os tucanos calculam que 22 prefeitos do PT pretendem contrariar a sigla e apoiar o adversário Pimenta da Veiga (PSDB), segundo a Folha. 

10. Eleitor, fique de olho! BA, AM e PA lideram ranking de corrupção

Dados do Ministério Público Federal mostram que a Bahia lidera ranking das investigações por desvio de recursos públicos, seguida de Amazonas e Pará, segundo o portal iG. Nos sete primeiros meses de 2014, foram 1.220 inquéritos para investigar suspeitas de desvios de recursos públicos na saúde e educação em todo o país. É bom ficar esperto na hora de votar.

Fonte: Época
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